A suposta descoberta da Botija de Rio Formoso em Pernambuco trouxe para a numismática brasileira um dilema - atestar empiricamente se as peças alí descobertas eram falsas ou verdadeiras, é nesse contexto de estudo reflexivo sobre esse tema que apresentamos aqui elementos para esse estudo, buscando dar suporte a quem queira investigar esse tema numismático.

sábado, 22 de novembro de 2014

Possível marca de cunhagem nos Florins holandeses






Série dos Soldos Obsidionais de 1654

Segundo o site: http://numisbrazilis.blogspot.com.br/2013/12/primeiras-moedas-com-o-nome-brasil.html

Detalhes de incrustação aurífera em barra de prata

Detalhes da incrustação aurífera, tal como as relatadas em estudo fisico-químico realizado pelo Museu Histórico Nacional em da coleção daquele museu, descritas e publicadas na internet.



Detalhes de punção - dado para conferir se o interior de uma peça é do mesmo metal que a sua superfície, constatando assim ser de prata de alto finesse e permilagem. Essa punção é prática já descrita em literatura numismática desde a antiguidade clássica.

Detalhes da 'suposta marca de cunhagem' - quadrado, que também é presente nos Florins de ouro.

Detalhes de uma das marcas de oficina GWC, ladeado por pontos e dentro de circulo de pérolas, presentes na peça.

Possível marca de cunhagem em barra de prata.


Cópia de imagens de moedas holandesas conhecidas em coleções anteriores a 1967






Ata de 1654 autorizando as cunhagens em prata

Cópia da ata escrita em 1654, onde os oficiais da Companhia das Índias Ocidentais autorizam o tesoureiro a suprir de prata os joalheiros encarregados da cunhagem dos soldos emergenciais (obsidionais)
Nesta ata são autorizadas as cunhagens em X, XX e XXXX Soldos

Reportagem - Numa botija, um pouco de história



Foto das barras adquiridas por Fernando Pinto

Peça leiloada pela empresa Gorny und Mosch


Em: https://www.gmcoinart.de/

Outra peça em cobre, também vendida em leilão na Europa, como autêntica.


Moeda Holandesa encontrada em escavação no forte Orange


Moedas encontradas no Forte Brum em Recife

Nas escavações do forte Brum no Recife, foram encontradas moedas da época da ocupação Holandesa, essas peças encontram-se em exposição no forte, inclusive algumas delas são dos estados germânicos (reinos que existiram antes da unificação da Alemanha) sabemos que muitos soldados que lutaram pela causa holandesa eram mercenários alemães, então o meio circulante do Brasil holandês também era integrado por peças dos países de origem destes soldados. 

Descobertas arqueológicas dos Holandeses em Belém do Pará


Moedas do meio circulante do Brasil Holandês são encontradas por detectoristas


Veja em: http://www.forum-numismatica.com/viewtopic.php?f=61&t=81827&start=20

As escavações arqueológicas no Forte Orange

Veja todos os detalhes das escavações em: http://www.restaurabr.org/arc/arc02pdf/11fortedeorange.pdf

Veja também outras peças escavadas no forte em: http://www.funceb.org.br/images/revista/_REV_FUNCEB_8s5e.pdf

Moedas de ouro encontradas na escavação do Forte Orange

Retirado de: http://www.old.pernambuco.com/diario/2002/11/15/urbana11_0.html

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Museu de Valores do Banco Central em Recife, expõe moedas de descobertas arqueológicas

Extraído de: http://www.revistamuseu.com.br/emfoco/emfoco.asp?id=1469

Cartilha do Banco Central do Brasil, traz tanto florins quanto soldos holandeses

Fonte: http://www.bcb.gov.br/Pre/PEF/PORT/publicacoes_DinheironoBrasil.pdf

A primeira moeda brasileira: o Ducado do Brasil


I- 1 Ducado do Brasil: moeda de III florins do Brasil, peso teórico de 1,922 gramas;
II- 2 Ducados do Brasil: moeda de VI florins do Brasil, peso teórico de 3,845 gramas; e
III- 4 Ducados do Brasil: moeda de XII florins do Brasil, peso teórico de 7,690 gramas.
No lado principal da moeda: no alto, temos um dos indicadores de valor (III, VI, XII); e subscrito: o emblema GWC da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais: G (Geoctroyeerde), W (Westindische) e C (Compagnie).
No lado secundário da moeda: ANNO (“no ano de”); e BRASILG: “do Brasil”, que é composto por BRASIL + “losango” (G), que significa “iae”. Isto é, Brasiliae (do Brasil); por fim, 1645.

Veja todo o estudo em: http://www.museudeimagens.com.br/primeira-moeda-ducado-do-brasil/

Catálogo Virtual de Moedas do Brasil apresenta Florins Holandeses



Fonte: http://www.moedasdobrasil.com.br/catalogo.asp?s=30

Catálogo Virtual de Moedas do Brasil apresenta peças de Soldos holandeses





Fonte: http://www.moedasdobrasil.com.br/catalogo.asp?s=30

Em exposição no Museu Histórico Nacional peça de 40 Soldos em prata


Trecho retirado de: http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e-606.htm

Banco do Brasil em História da Moeda, reconhece a cunhagem dos soldos de prata holandeses


Trecho obtido em: http://www.bb.com.br/portalbb/page3,8703,8716,1,0,1,6.bb?codigoMenu=4686&codigoNoticia=5550&codigoRet=4697&bread=8

Escavações arqueológicas no Forte Orange revelam resquícios holandeses


Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco

Sinagoga de Recife, é a mais antiga das Américas, e data do período Holandês no Brasil.
Veja mais em http://www.arquivojudaicope.org.br/a_sinagoga.php

Descobertas de docas e artefatos do século XVII em Recife


Leia sobre as descobertas em: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2012/11/01/interna_vidaurbana,405600/substituicao-de-encanamentos-resultam-em-descobertas-de-docas-e-artefatos-do-seculo-xvii-e-xviii-no-recife-antigo.shtml

GWC e a invasão do Brasil


No século XVI, o desenvolvimento da economia açucareira no Brasil contou com a ativa participação holandesa na distribuição e financiamento das unidades produtivas espalhadas pelo litoral da colônia. A parceria entre Holanda e Portugal se mostrava benéfica para ambos os países, tendo em vista os expressivos lucros alcançados com a venda do produto no mercado europeu. Contudo, no início da década de 1580, uma grave crise política transformou essa situação.

Nessa época, o trono de Portugal se encontrava vago. A morte de Dom Sebastião causou uma delicada confusão por conta da inexistência de um herdeiro direto que pudesse assumir o governo lusitano. Aproveitando dessa situação, Filipe II, rei da Espanha, utilizou o fato de ser tio de Dom Sebastião para reivindicar a convergência dos dois Estados nacionais. Dessa forma, a União Ibérica tomou forma e, com isso, a participação holandesa no comércio açucareiro foi gravemente prejudicada.

Assim que assumiu o governo, Filipe II decidiu acabar com a participação dos holandeses na produção açucareira do Brasil. Tal medida foi tomada com o intuito de retaliar o recém-formado Estado holandês, que havia superado o domínio político dos espanhóis na região. Insatisfeitos com essa situação, os dirigentes e comerciantes holandeses resolveram invadir o território brasileiro para assumir de vez a lucrativa produção de açúcar.

A primeira tentativa de invasão dos holandeses aconteceu em 1624, no litoral da Bahia. Utilizando de recursos oferecidos pela Companhia das Índias Ocidentais, os holandeses chegaram a Salvador, capital da colônia, escoltados por 26 navios que carregavam cerca de 3 mil homens. No ano seguinte, apesar de uma chegada bem sucedida, os holandeses logo sucumbiram mediante a ofensiva de uma poderosa esquadra luso-espanhola.

O fracasso da primeira tentativa não foi suficiente para aplacar os interesses comerciais envolvidos naquela disputa. Utilizando de riquezas acumuladas com a prática de pilhagem na região caribenha, os holandeses organizaram uma nova tentativa de invasão ao Brasil. Dessa vez, a região de Pernambuco foi escolhida para viabilizar o projeto de ocupação dos comerciantes flamencos. Em fevereiro de 1630, setenta e sete embarcações com a bandeira da Holanda deram início a essa invasão.

Inicialmente, a população da região atingida ofereceu resistência por meio da organização de um núcleo armado no Arraial do Bom Jesus. Contudo, a partir de 1632, a obtenção de reforços oriundos do Velho Mundo e a ajuda de moradores locais – como Domingos Fernandes Calabar – ajudou a Holanda no processo de dominação do território. Até 1635, os invasores já haviam garantido o controle sob o Arraial do Bom Jesus, as capitanias da Paraíba e do Rio Grande do Norte, e a Ilha de Itamaracá.

A essa altura, as tropas lusitanas e espanholas pouco poderiam fazer para reverter o processo de ocupação do território. Nos anos seguintes, os holandeses ampliaram a quantidade de terras dominadas e conseguiram estender seu projeto colonial. Ao todo, os conquistadores empreenderiam seu projeto de dominação desde a cidade de São Luís do Maranhão até as imediações do Sergipe. Dessa forma, se iniciava o período em que a Holanda controlou uma parcela do Brasil.

Escrito por Rainer Sousa

Cachimbo datado de 1633 achado em ruínas flamengas

Leia a notícia no link: http://www.nordesteweb.com/not07_0904/ne_not_20040907d.htm

Busca arqueológica no forte do Reis Magos

Leia a notícia em: http://tribunadonorte.com.br/noticia/pesquisadores-utilizam-georradar-em-buscas-no-forte-dos-reis-magos/276350

Leia outras descobertas feitas no local em: http://tribunadonorte.com.br/noticia/escavacoes-revelam-nivel-de-piso-desconhecido-no-forte/267659

Veja o vídeo das peças descobertas:
Presença militar holandesa no Rio Grande do Norte, durante a ocupação holandesa do Nordeste brasileiro.

Estudo: "Pedra, Ferro e Sangue: análise histórico-arqueológica dos espaços fortificados holandeses na capitania do Rio Grande (Séc. XVII)"

http://www.cchla.ufrn.br/encontroscoloniais-lehs/textos/Jonatas_Encontros_2014.pdf
Escrito por: Jônatas Alves Ferreira 

Pesquisa que teve por objetivo; analisar a variedade tipológica dos espaços fortificados
construídos e (ou) apropriados pelos holandeses durante sua presença colonial nas capitanias
do norte, e a aplicação desta variedade ao contexto da capitania do Rio Grande; delimitar
zonas de potencial arqueológico no espaço atual, relativos a estas estruturas construídas no
século XVII; realizar um levantamento e sistematização das informações acerca da
materialidade militar referenciada nas crônicas coloniais, nas obras historiográficas e nos
relatórios de pesquisas arqueológicas já realizadas nestas áreas; além de estabelecer uma
projeção dos vestígios arqueológicos que ainda podem ser identificados e analisados através
de futuras pesquisas arqueológicas sistemáticas.